Desconfiam até de mim e da família, diz mãe de Vitória

Paloza

Rosana Maciel diz que está recebendo mensagens com acusações pela morte da filha de 12 anos

Rosana Maciel Guimarães, de 39 anos, prestou depoimento ontem à Polícia Civil de Araçariguama

Mãe da menina de 12 anos assassinada em Araçariguama (53 km de SP), a professora Rosana Maciel Guimarães, 39 anos, diz enfrentar novo drama por ser alvo de desconfianças duas semanas depois do sumiço da filha.

“Tem gente me mandando mensagem dizendo: ‘fala logo que foi você, assume’. Que isso? pelo amor de Deus!”, afirma a mãe de Vitória Gabrielly, encontrada morta após desaparecer na tarde de 8 de junho, quando foi brincar de patins em um ginásio perto de sua casa.

“Como a polícia não tem uma resposta, as pessoas querem atacar a mim, querem atacar ao pai, atacar a madrasta. Não é por aí”, reclama a professora de ensino infantil, que prestou depoimento ontem à Polícia Civil.

“Não acho justo querer jogar para cima da minha família, em mim agora. Eu tenho certeza de que isso não é vingança [como polícia diz suspeitar]. Isso daí, sei lá, talvez [alguém] pegou [Vitória] por engano e, depois que pegou por engano, teve que dar um jeito”, afirma a mãe.

Ela também diz que vem sendo criticada porque estava no trabalho enquanto a menina brincava sozinha na rua. “Até na televisão já falaram: ‘onde estava a mãe?’”, reclama Rosana.

O advogado dos pais, Roberto Guastelli, diz que não havia sinais de violência sexual e que possivelmente ela foi morta asfixiada.

Na semana passada, a polícia prendeu um homem com possível participação no crime. Ele está preso temporariamente após ter confessado envolvimento no sequestro e morte da menina. Porém, segundo Guastelli, há indícios de que ele tem problemas mentais a ponto de assumir um homicídio cometido por outra pessoa. “Segundo informações de Mairinque [cidade vizinha], há algum tempo atrás, ele também teria assumido um homicídio que não era dele. É uma pessoa usuária de crack, e, a princípio, teria problemas mentais —nada oficial.”

A Secretaria da Segurança Pública de SP disse, em nota, que o “caso é investigado pela Delegacia de Araçariguama, com auxílio do DHPP”. Não comentou as críticas da família.

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