Ela fez campanha na Internet para arrecadar dinheiro para tratamento e chegou a se submeter a quimioterapia.
atitude de uma mulher que fingiu ter câncer de mama, realizou campanhas para arrecadar dinheiro para medicação e se submeteu a sessões de quimioterapia no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju, causou espanto e indignação a presidente da Ong, Mulheres de Peito, Sheila Galba. Meses antes, antes de iniciar o tratamento a mulher tinha se submetido a uma cirurgia de redução de mama e o resultado não teria agradado ao namorado. A polícia diz que ela vai responder por crime de estelionato.
Segundo Sheila, a Ong, que é formada por mulheres que lutam contra o câncer, foi procurada pela falsa paciente que pedia ajuda para adquirir medicações e apoio. “Não imaginava que a campanha realizada por ela nas redes sociais e o histórico da doença relatado não passavam de uma fraude”, disse.
Nesta quinta-feira (26), pouco antes de ser detida pela polícia ao chegar para mais uma consulta no Huse, a mulher entrou em contato com Sheila, através de uma mensagem por telefone. No texto, ela dizia que precisava de ajuda, pois um medicamento estava em falta na oncologia do hospital. “Estamos todos em estado de choque. Ela brincou com a saúde, o que é um absurdo. Eu e as 200 mulheres que fazemos tratamento gostaríamos de estar no lugar dela e não precisar de tomar medicação. Ela brincou com a saúde de muita gente”.
Entenda do caso
Segundo a assessora de comunicação do hospital, Katiane Menezes, a mulher fraudou exames de saúde e laudos de encaminhamento para fazer o tratamento na unidade de saúde, em dezembro de 2017, iniciado no mês de março.
Antes de iniciar o tratamento a mulher tinha se submetido a uma cirurgia de redução de mama e o resultado não teria agradado ao namorado. Meses depois, ela disse que estava doente e iniciou uma campanha na Internet para custear o tratamento.
Segundo o delegado, Fernando José Andrade de Melo, em depoimento ela revelou fingir estar doente para o namorado não terminar o relacionamento. E afirmou ter usado exames de um amigo, falecido há quatro meses de câncer, e que fez tratamento no hospital, como base para fraudar os seus exames.