Alta da gasolina aquece a modalidade troca com troco na venda de carros

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Em tempos de restrição, alta de combustível e aperto no orçamento, trocar de carro e ainda sair com dinheiro no bolso pode parecer uma oferta vantajosa. A “troca com troco” além de representar uma economia no orçamento doméstico ou de empresas, está sendo favorecida ainda mais por causa das taxas de juros mais baixas. As taxas cobradas no financiamento de veículos variam 0,93% até 1,77% ao mês. A queda das taxas é proveniente da redução taxa básica de juros, a Selic, ocorrida em fevereiro último.

A modalidade, chamada de “troca com troco”, ganha apelo com a crise. A alta da gasolina e a busca por um modelo mais econômico aquece a venda nas lojas de seminovos e concessionárias. “Se a pessoa não pode abrir mão do carro de jeito nenhum, a melhor opção é vender o atual e comprar outro mais barato, econômico e que não exija tanta manutenção”, afirma o consultor Távio Almeida, da Gomes de Matos Consultores Associados.

O carro comprado também pode ser financiado com taxas de juros menores do que às praticadas no crédito pessoal. No banco Santander, por exemplo, um dos mais atuantes nas linhas de crédito automotivo, a taxa mínima dos juros para financiamento de veículos varia em torno 0,97% ao mês. O Banco do Brasil alterou suas taxas de crédito para compra de veículos com variação de 0,93% a 0,95% ao mês. Demais banco como Itaú , Votorantim e Bradesco seguem a mesma tendência.

O lojista Rangel Trindade, com loja localizada no Natal Auto Shopping, confirma a procura por carros mais econômicos. “Com o aumento da gasolina nos últimos anos, os gastos com combustível estão pesando cada vez mais no bolso dos clientes e faz com que muitas vezes ele seja obrigado a deixar a sua preferência de lado e buscar o carro mais econômico”, destaca o empresário.

Quando um carro é barato, ele vem com número reduzido daqueles confortos como: ar-condicionado, direção hidráulica e etc. “Em contrapartida esses automóveis recebem tecnologias para consumir menos combustível., uma exigência do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto) que todos os veículos devem melhorar seu nível de rendimento energético, em outras palavras, beber menos combustível”, explica o consultor Távio Almeida.

Segundo o Inmetro os carros mais baratos e econômicos vão até R$ 45 mil. Mas o empresário que atua na revenda de seminovos, Rangel Trindade, informa que é possível adquirir um automóvel com essas especificações e um preço na casa dos R$ 30 mil.

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