Sebrae e Fundação Banco do Brasil assinam convênios nesta quinta

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O Sebrae no Rio Grande do Norte e a Fundação Banco do Brasil assinam, na manhã desta quinta-feira (22), dois convênios de cooperação financeira que vão incentivar a criação de aves caipiras e o cultivo de ostras no estado. A parceria envolve recursos da ordem de R$ 1,6 milhão que serão aplicados em dois projetos específicos implementados pelo Sebrae. A solenidade de assinatura ocorre durante café da manhã, a partir das 8h, na sede do Sebrae, em Natal, e contará com a presença dos dirigentes da instituição e representantes do Banco do Brasil.

Com contrapartida das duas instituições, serão aplicados mais de R$ 569 mil no Projeto Desenvolvimento da Ostreicultura Potiguar durante dois anos. O dinheiro será utilizado para capacitar e doar kits a pequenos produtores para o início do cultivo de ostras em Canguaretama, um dos maiores bancos naturais de ostras nativas do Rio Grande do Norte mas que está em processo de declínio devido ao extrativismo exacerbado.

A proposta do projeto é justamente substituir a extração pelo cultivo do molusco. A ação vai oferecer consultoria técnica a 30 produtores da região, que receberão o kit e 20 mil sementes de ostras cada um. A ideia é que esses ostreicultures passem a cultivar o molusco no estuário do rio Curimataú.

A outra atividade econômica beneficiada é a criação de aves caipiras para corte e obtenção de ovos. O Sebrae e a Fundação Banco do Brasil investirão quase R$ 1,1 milhão no projeto para estimular avicultura caipira nas cidades de Bom Jesus, Goianinha, Lagoa D’Anta, Lagoa de Velhos, Nova Cruz, Passa e Fica, Santa Cruz, Santo Antônio, São Bento, Senador Eloi de Souza e Serra Caiada. A intenção é expandir a criação desse tipo de ave, que já está em desenvolvimento em municípios da região do Trairi, que é o principal polo avícola do RN.

A proposta é dar incentivos para que outros produtores ingressem na atividade, utilizando a galinha caipira, cuja rentabilidade é 100% maior que a avicultura tradicional. Enquanto um frango de granja é comercializado em torno de R$ 11 o caipira é vendido por R$ 20. Com o ovo, ocorre o mesmo. O caipira é comercializado por R$ 0,60 e o convencional pela metade desse valor. A iniciativa deverá custear 90% dos custos com infraestrutura do aviário, equipamentos e animais, ficando 10% como contrapartida para o avicultor.

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