Uma tragédia assolou o Centro de São Paulo e mais de 150 famílias que habitavam um edifício de ocupação na região do Cu, no coração da capital paulistana. O incêndio se iniciou na madrugada deste dia primeiro, Dia do Trabalhador e ainda não se sabe ao certo a quantidade de vítimas que o desastre possa ter ocasionado.
O prédio tinha uma ocupação completamente irregular de famílias que não tinham residência e foi a baixo depois de um incêndio que começou por volta de 1h30 no quinto andar do prédio. A tragédia de grandes proporções, deixou imagens estarrecedoras. O Corpo de Bombeiros foi acionado e começou o resgate dos moradores do prédio.
Segundo relato do coronel Max Mena, já se sabe que um dos homens é dado como morto, pois ele estava sendo resgatado, já com cinto e despencou nos escombros. Apesar disto, os bombeiros ainda afirmavam que buscariam o corpo ou o homem vivo (poucas chances), nos escombros. Cães farejadores serão usados para identificar possíveis sobreviventes entre os escombros.
Feridos e desabrigados
As informações ainda estão completamente desencontradas. A princípio, falava-se em um morto (o homem que caiu) e outras três pessoas desaparecidas, mas ainda não há números oficiais. Uma moradora do prédio, entrevistada pelo G1, revelou que viu pessoas subindo ao invés de descer pelas escadas, imaginando que o resgate seria por cima. Outra moradora do 3º andar revelou que acordou com os gritos do marido e só deu tempo de pegar a filha de 4 anos e os documentos, para fugir do local.
Outros moradores revelaram que existia muita madeira no prédio, por conta das divisórias que eram feitas para separar as famílias. Recentemente a Secretaria de Habitação cadastrou mais de 400 pessoas no local, reunidas em pouco mais de 150 famílias. Cerca de 1/4 dos moradores eram de outros países. O levantamento foi feito no início de março.
O que dizem os políticos
O governador do Estado, Márcio França (PSB), esteve no local por volta das 5h e disse que, após a contenção do fogo, cães farejadores serão empregados na busca por sobreviventes. Por outro lado o político revelou que o local não apresentava mínimas condições de moradia.
Já o prefeito de São Paulo, Covas, revelou que um aluguel social será dado às famílias. Elas receberão R$ 1.200 no primeiro mês e R$ 400 a partir do segundo.