Deputado e ex-chefe da Casa Civil de MT são presos em operação do Gaeco em Cuiabá

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O deputado estadual Mauro Savi (PSB) e o ex-chefe da Casa Civil, Paulo César Zamar Taques, que é primo do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), foram presos na manhã desta quarta-feira (9) em uma operação do Ministério Público Estadual (MPE), em Cuiabá. Ao todo, até as 8h33 (horário de Mato Grosso), cinco pessoas tinham sido presas.

Segundo o MPE, foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Brasília.

As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira. Dos seis mandados de prisão, cinco já foram cumpridos.

A operação é feita pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) Criminal e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO)

De acordo com o MPE, se trata da segunda fase da operação Bereré, batizada como ‘Bônus’. A primeira fase ocorreu em fevereiro deste ano e investigava um esquema que desviou dinheiro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

O esquema fraudulento foi denunciado pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (MDB).

Na operação desta quarta-feira também foram presos Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ‘Grilo’.

Os alvos da operação ainda não se manifestaram.

O quinto mandado de prisão preventiva foi cumprido em Brasília. Conforme o MPE, o empresário José Kobori foi preso em Brasília.

Os presos estão sendo encaminhados ao GAECO e, à tarde, passarão por audiência de Custódia.

Eles deverão passar por exame de corpo de delito e, à tarde, por audiência de custódia.

Em nota enviada às 9h25, o Gaeco disse que tenta cumprir o sexto mandado de prisão expedido contra Pedro Jorge Zamar Taques. Ele é irmão do ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, é considerado foragido.

A operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.

Primeira fase

O esquema fraudulento denunciado pelo irmão do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB), Antônio Barbosa, em delação já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em delação, o irmão de Silval Barbosa disse que o presidente da Assembleia Legislativa teria se beneficiado com um esquema no Detran. A delação foi feita e homologada no ano passado pelo STF.

Segundo ele disse em depoimento, houve fraude no serviço de gravames de veículos (registro de contratos de financiamento), através de uma empresa ligada a ele. Mauro Savi e o ex-deputado federal Pedro Henry também foram apontados por ele como supostos integrantes do esquema.

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