Após queixas, Caixa vai liberar crédito imobiliário travado por exigência de entrada maior

Raffael Krause

Caixa Econômica Federal anunciou que vai concluir até 30 de novembro todas as propostas de crédito habitacional que foram aprovadas pelo banco, mas ficaram paradas à espera de recursos, antes da exigência de 50% de entrada para imóveis usados.

Os processos ficaram travados no banco sem a assinatura dos contratos e os compradores temiam perder os imóveis.

Em setembro, a Caixa aumentou de 30% para 50% a exigência da entrada para financiar imóveis usados com recursos do SBPE (caderneta de poupança). No mesmo período, o banco adotou um sistema de dotação mensal que tornou a liberação dos recursos mais lenta.

A Caixa disse na semana passada que todos os clientes que não tinham assinado o contrato de financiamento até 25 de setembro teriam que dar uma entrada maior para conseguir o crédito.

Nesta segunda-feira (6), o vice-presidente da Habitação do banco, Nelson de Souza, classificou a situação como "lamentável" e disse que estes financiamentos ainda serão enquadrados na regra anterior – com entrada mínima de 30% do valor do imóvel usado.

Souza admitiu que o banco está restringindo o crédito para clientes que compram imóvel usado e têm renda acima de R$ 4 mil. O motivo é adequar a Caixa a regras que entram em vigor em 2019 e exigem que os bancos tenham mais capital próprio para sustentar sua carteira de crédito.

O que vai acontecer com quem teve o crédito habitacional aprovado antes da regra dos 50% de entrada?

Abrimos recursos para poder atender todos os clientes que tiveram a proposta aprovada e que não conseguiram contratar até o dia 25 de setembro os financiamentos por restrição de capital, garantindo que estes clientes que estão com as cartas aprovadas possam contratar até o final de novembro.

Como fica em 2018?

Em 2018 será tudo novo, novo orçamento, novas condições. Essas medidas restritivas poderão ser revistas. Continuamos buscando soluções para o capital do ponto de vista da dívida subordinada perpétua da Caixa com o FGTS.

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