Ernesto Araújo publicou informação no Twitter; pacto foi assinado nesta segunda por cerca de 160 países. Para futuro chanceler, política de migração deve respeitar a soberania de cada país.
O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, informou nesta segunda-feira (10) pelo Twitter que o governo de Jair Bolsonaro se "desassociará" do pacto mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a migração.
O pacto foi assinado nesta segunda-feira por cerca de 160 países e pretende reforçar a cooperação internacional para uma migração "segura, ordenada e regular". O pacto foi assinado no Marrocos.
"Governo Bolsonaro se desassociará do Pacto Global de Migração que está sendo lançado em Marraqueche, um instrumento inadequado para lidar com o problema. A imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país", publicou o ministro no Twitter (veja na imagem acima).
Outros países já decidiram deixar o pacto, entre os quais Estados Unidos – por considerá-lo contrário à política migratória de Donald Trump –, Hungria e Áustria.
Segundo Ernesto Araújo, a imigração será "bem-vinda" no futuro governo, mas não deve ser "indiscriminada".
Ainda de acordo com o futuro chanceler, é preciso haver critérios para garantir a segurança dos migrantes e dos cidadãos do país de destino.
"A imigração deve estar a serviço dos interesses nacionais e da coesão de cada sociedade", escreveu Ernesto Araújo.
'Preservação do princípio nacional'
Em um blog mantido na internet, Ernesto Araújo publicou em 25 de setembro um texto chamado "O que está em jogo" no qual afirmou que a "gigantesca luta mundial" é a "pela preservação do princípio nacional".
No mesmo texto, Araújo afirma também que essa "luta" é "contra a emergência de um mundo globalizado, sem fronteiras e sem identidades" e "pela democracia efetiva e contra a reemergência do bolivarianismo na América Latina".
"As opções reais de política externa são: ou aliar-se aos países e forças que lutam contra o globalismo, ou deixar que o Brasil, junto com todas as nações, desapareça na geleia geral de um mundo desnacionalizado e desespiritualizado", escreveu o futuro ministro no blog.