Após vender precipitadamente Lyanco (20 milhões) e David Neres (50 milhões), o São Paulo permanece com dívida de 100 milhões, acumulada por gestões anteriores, e busca concretizar a venda de Rodrigo Caio.
Há de ser considerada a compra de Lucas Pratto, cujo valor foi selado na casa dos 22 milhões, mas, em contrapartida, essa semana foi fechado contrato de patrocínio com o Banco Intermedium e a MRV Engenharia. Tal acordo representará 14 milhões por ano, até Junho de 2020, em caso de não rompimento de contrato.
Apesar das cifras de patrocínio serem inferiores às do rivais, provavelmente pela seca de títulos e imprevisibilidade da era Ceni, o Tricolor preferiu seguir o famoso ditado que diz "antes isso, do que nada". E convenhamos que não era de se esperar essa situação, tratando-se de um time de tal dimensão.
Fato é que, em meio ao déficit acumulado que, como citado, bate a casa dos 100 milhões de reais, a alternativa surgida foi vender Rodrigo Caio que, inclusive, foi mais uma vez convocado por Tite, ontem, para defender a Seleção Brasileira.
Atuações seguras, regularidade, titularidade, juventude e seleção consagram o jogador como o mais valorizado do elenco atual - fato que fez Alexandre Pássaro, advogado do clube, viajar à Europa para iniciar a prospecção.
Nos últimos anos, houve interesse de vários times europeus, como Sevilla, Hamburgo, Atlético de Madrid e Mônaco, mas diversos fatores barraram a transferência.
Mas afinal, o que você pensa, caro leitor? É melhor terceirizar estádio, marca e jogadores, como o rival Palmeiras fez através da Crefisa, ou visar soluções administrativas para manter tudo que, até o momento, é seu (como o caso do São Paulo)?
Fato é que as vendas, mesmo representando alívio imediato, podem causar muita dor de cabeça!! Afinal, foi seguindo esse caminho que o time entrou nessa recessão em campo!!
Saindo Rodrigo Caio, ficariam disponíveis Lugano (em fim de contrato), Maicon, Lucão e Douglas.
Ninguém merece, né?