Categoria vai cruzar os braços por 72 horas a partir de quarta-feira e garante que paralisação é apenas uma advertência.
A paralisação por 72 horas dos petroleiros, convocada para esta quarta-feira (30), não deve agravar a falta de gasolina e diesel nos postos de combustíveis do País. Segundo profissionais que representam a categoria, a greve será utilizada apenas como uma advertência à Petrobras.
“Neste momento, caiu o consumo [com a greve dos caminhoneiros] e todas as refinarias estão com o estoque alto, o que daria condições de suprir o mercado de uma forma bem tranquila [em 72 horas]”, avalia o diretor da FUP (Federação Única dos Petroleiros) Simão Zanardi.
Apesar de negar o desabastecimento, Zanardi entende a possibilidade dos combustíveis não chegaram aos consumidores em função da paralisação dos caminhoneiros, que entra no nono dia nesta terça-feira (29). "A dificuldade agora do abastecimento ocorre por conta da logística”, afirma ele.
O petroleiro e secretário da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Roni Barbosa, partilha da mesma opinião de Zanardi e garante que, “em condições normais no Brasil, uma greve de 72 horas não teria condições de afetar a população”.