Um dos defensores mais táticos do futebol mundial, o lateral-direito Cafu, foi muito importante ao longo de sua carreira, seja ela pelos clubes, quanto pela seleção brasileira. Quem lembra daquele lindo momento quando o camisa 2 da amarelinha levantou as mãos junto com a taça da Copa e gritou "Regina, eu te amo"?
Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, além de estar na história das Copas como capitão do penta, também teu seu nome colocado nos recordes da FIFA.
Recordista em finais
Cafu é o único jogador a chegar à três finais de Copa do Mundo. Nas edições de 94, 98 e 2002, ele compareceu em todas as três, vencendo duas dessas. Em 94, nos Estados Unidos, o ex-atleta do Milan conquistou o grandioso tetracampeonato. Naquela final, o jovem Cafu havia entrado na partida após o lateral titular, Jorginho, se contundir no decorrer do jogo. Desde sua ida à seleção em 90, Cafu, dali em diante, não saiu mais do plantel da seleção canarinha. Ainda sobre a Copa de 94, o fator foi ainda mais feliz para ele por que o Brasil conquistou o título, nas penalidades, diante da Itália.
“Tive o privilégio de entrar na final. Acho que joguei bem, dei um passe difícil para o Romário, que quase marcou, foi um jogo inesquecível“, disse o ex-atleta.
Depois do tetra, ele havia sido comprado pelo Zaragoza, todavia, logo voltou ao Brasil, para atuar no rival Palmeiras. Já em 1997, Cafu foi titular nas duas conquistas da seleção naquele ano: Copa América e Copa das Confederações. Sua passagem por Palmeiras e seleção foi tão produtiva que, novamente, voltou a atuar no futebol europeu. Desta vez, era um clube de mais tradição e que, com certeza, exigia ainda mais de Cafu. A Roma, seu clube naquele ano, havia desembolsado cerca de 7,60 milhões de euros para ter um dos laterais mais promissores daquela década.
O infeliz vice-campeonato em 98
Um ano após sua transferência para o clube italiano, o defensor, novamente, disputaria mais uma Copa do Mundo. Desta vez na França, Cafu conseguiu participar de quase todos as partidas, pois ele não havia entrado em campo na semifinal contra Holanda devido a uma suspensão.
O Brasil havia vencido os Países Baixos e avançado para a grande final. E na final, infelizmente, veio a grande tristeza. A França, de Zidane e companhia, venceu aquele jogo, dentro de casa. Mas mesmo com o vicecampeonato, Cafu não se abateu, pois conquistou ainda mais experiência.
O penta e a grandeza de Cafu
Na Copa de 2002, Cafu mais uma vez foi convocado. Agora, líder e um dos mais experientes na seleção, ele tinha a responsabilidade de comandar a equipe dentro do campo. Líder e muito bem nas quatro linhas, Cafu conseguiu ser muito bem taticamente, acabando com os ataques dos alemães pelo seu lado. Conseguiu, naquela Copa, um feito histórico, como o atleta que mais participou de finais de Copas do Mundo.
Outro fato importantíssimo foi que nos três recordes, dois deles foram concluídos com êxitos. Na Copa de 2006, e já com seus 36 anos, Cafu tinha disputado naquele ano a sua última Copa. Na Alemanha, o camisa 2 e toda aquela constelação brasileira de Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano havia parado nas quartas, sendo eliminados pela França. Foi triste, pois muitos, brasileiros e não brasileiros, apostavam que aquela seleção era uma das grandes favoritas ao título, se não a maior.
Ídolo na seleção, Cafu também tornou-se ídolo no Milan, último time conhecido que passou. Em 2003, após se transferir da Roma para o Milan, Cafu construiu, ali, sua linda história pelo clube de Milão. Conquistou títulos importantíssimos e o carisma de milhares de torcedores.