Quando o Palmeiras demitiu o técnico Roger Machado e contratou Luiz Felipe Scolari ficou a dúvida se essa era a melhor escolha. De um lado, um treinador jovem, com boas ideias novas, mas que não estava conseguindo fazer o time subir de rendimento. Do outro, Felipão, pentacampeão em 2002 e também comandante no 7 a 1 de 2014, que estava há um tempo afastado do Brasil, trabalhando na China.
Cada jogo do Palmeiras sob o novo comando faz essas dúvidas diminuírem. Além do fator psicológico (Scolari sempre foi um grande motivador), os números da equipe melhoraram bastante. E o trabalho da equipe do Espião Estatístico no Troca de Passes desta sexta-feira é mostrar as diferenças do Palmeiras antes e depois da saída de Roger Machado no Campeonato Brasileiro
Com Felipão, o time se aprimorou nos dois extremos. O ataque está mais insistente, finalizando mais - com eficiência levemente superior à da época de Roger Machado. A diferença mais gritante reside na defesa, que zerou o número de gols sofridos (se a média de um gol por jogo fosse mantida, seriam seis gols tomados no período).
Jogadores antes contestados pela torcida ganharam moral e espaço no time, casos de Luan, Lucas Lima e Deyverson. Os dois últimos, artilheiros da Era Felipão, com três bolas na rede cada.
Os goleiros palmeirenses também estão trabalhando menos ultimamente. As 24 defesas difíceis praticadas nos 15 jogos sob comando de Roger (média de 1,6 por partida) no Brasileirão caíram para apenas sete nos seis jogos com Luiz Felipe Scolari, ou 1,1 de média.
As sensíveis melhoras no ataque, na defesa e no moral dos jogadores são reflexos deste bom início de Felipão. Alguém ainda duvida do homem?