'Saber que ele não vai fazer com outra criança já é um conforto', diz mãe de Thayná sobre prisão de Ademir

Simone Souza

Ademir Ferreira, de 55 anos, foi preso na madrugada desta segunda (13), no Centro de Porto Alegre. Em vídeo, ele diz que ofereceu R$ 50 para fazer sexo com a garota, e que ela caiu em lagoa.

Mãe de Thayná fala sobre a prisão de sequestrador: ele nunca botou os olhos na minha filha

Eu não vou ter oportunidade de colocar minhas mãos nele, mas só de saber que ele não vai fazer mais isso com criança nenhuma já é um conforto", desabafou a mãe da menina Thayná, Clemilda de Jesus, sobre a prisão de Ademir Ferreira, detido nesta segunda-feira (13) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Ele é o principal suspeito de sequestrar a garota no dia 17 de outubro, em Viana.

Thayná desapareceu no dia 17 de outubro no bairro Universal. Um vídeo mostra a menina conversando com o motorista e entrando em um carro. Segundo a polícia, o motorista era Ademir Lúcio Ferreira, que teve a prisão decretada pela Justiça e estava foragido.

“Eu sinto muito que tenha sido comigo, mas só de saber que foi comigo e que não me calei, e que consegui colocar ele atrás das grades, pra mim é uma recompensa”, falou a mãe.

Clemilda explicou que está vivendo uma mistura de sentimentos desde que soube da prisão do homem. "Eu já não sei se está doendo, se isso tá me matando, eu não sei mais o que tá acontecendo. Eu queria encontrar ele e dizer: monstro, monstro, verme!"

Após ser preso, Ademir aceitou gravar um vídeo - que circula na web - contando sobre o que aconteceu com Thayná. Na gravação ele diz que deu carona à garota e que ofereceu R$ 50 para ter relações sexuais com ela. Nessa hora, segundo ele, ela saiu do carro correndo e caiu em uma lagoa, onde se afogou. Ademir ainda conta no vídeo que conhecia a menina e a família dela.

Sobre a afirmação do suspeito, Clemilda disse que é mentira. "Ele não conhecia a minha filha. Eu não o conhecia. Eu quero que ele fale isso na minha frente, olhando pra mim, quero que ele fale isso pra mim. Eu falei pro delegado, tenho certeza de que ele nunca viu minha família antes, esse verme nunca colocou as vistas na minha filha antes", afirmou.

Ademir foi preso no Rio Grande do Sul. Imagem foi compartilhada pelo secretário de segurança pública do Espírito Santo, André Garcia

Movimentação no Aeroporto

Uma movimentação de viaturas de polícia chamou a atenção na noite desta segunda-feira (13). Três carros do Grupo de Operações Táticas (GOT), da Polícia Civil, chegaram ao local no início da noite e saíram às 19h45.

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) não informou se a equipe foi ao local para levar Ademir, mas o secretário André Garcia havia dito mais cedo, em entrevista à rádio CBN Vitória, que o preso chegaria ao Espírito Santo ainda nesta segunda.

Assim que saíram do aeroporto, as três viaturas foram para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), também em Vitória.

Viaturas saindo do Aeroporto de Vitória após a chegada de Ademir

DNA

A mãe de Thayná, Clemilda de Jesus, contribuiu com material genético no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória nesta segumda-feira (13). A coleta seria feita na sexta-feira (10), dia em que uma ossada foi encontrada próximo a uma lagoa em Viana, um local onde Ademir cometia crimes, mas a mãe passou mal.

Agora com a coleta do material, a polícia vai poder comparar o material genético de Clemilda e da ossada, para saber se a vítima é Thayná. O material de Ademir também será coletado.

Ossada de uma criança é encontrada em Viana

A ossada de uma criança foi encontrada em um brejo, próximo a uma lagoa em Viana, na Grande Vitória, na sexta-feira (10). Segundo a polícia, o local era usado por Ademir Lúcio para cometer crimes.

Um vestido que estava com a ossada foi reconhecido pelo padrasto da menina Thayná. A informação foi dada pelo delegado responsável pelo caso, José Lopes, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele destacou que, mesmo assim, apenas um exame de DNA vai confirmar se os restos mortais são da menina.

De acordo com o delegado, o pasto onde estava a ossada foi queimado no dia 31 de outubro, dia em que Ademir foi apontado como suspeito.

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