Os atores Ghilherme Lobo, 22 anos, e Laura Lobo, 26 anos, abriram o álbum de fotos para QUEM neste Dia das Crianças. Irmãos, eles falaram sobre a cumplicidade e afinidade na relação, que já for marcada por briguinhas quando mais novos.
A palavra "confiança" é uma das preferidas por Ghilherme e Laura para falar sobre o dia a dia entre irmãos. Francos, eles admitem que já brigaram bastante, mas que se tornaram mais próximos quando adolescentes e garantem que as semelhanças não são apenas as carreiras que decidiram seguir.
Apaixonados por teatro e música, os atores estão no elenco de peças bem avaliadas na cidade de São Paulo. Ghilherme, que conquistou grande projeção ao atuar na novela Sete Vidas (Globo, 2015), está em cartaz com as peças Amor e Pólvora, no Viga Espaço Cênico, e Senhor das Moscas, no Teatro do Sesi. Já Laura está no elenco do musical Les Misérables, no Teatro Renault.
QUEM: Como vocês se ajudam na profissão?
GHILHERME LOBO: Nos ajudamos desde pequenos. No começo, foi uma ajuda unilateral. Laura é mais velha e começou antes de mim. Ela foi servindo de modelo e referência para mim. Foi uma grande ajuda sem ela nem saber. Mais para frente, depois que fui exercendo e conhecendo a profissão, comecei retribuir esse favor. Hoje, quando vai ter um teste, um manda mensagem para o outro, batemos textos, gravamos vídeos, damos sugestões. Já gravei um vídeo-teste na casa dela e vice-versa.
LAURA LOBO: A gente sempre troca muita ideia quando surge um projeto, uma nova audição, quando tem que negociar contrato... Sempre fazemos intercâmbio de informações e isso é bem gostoso.
G.L.: Acompanhamos o trabalho um do outro, passamos um feedback de coisas positivas e negativas. Tudo com uma sinceridade e humildade muito grandes. Mesmo quando são críticas, digamos, negativas, são sempre muito construtivas. Nunca destrutivas. Usamos mais o tom de sugestão do que o de crítica. Conheço artistas que são parentes e nem sempre têm uma abertura assim tão grande de poder falar abertamente o que acha. Até hoje, isso não gerou problemas para nós.
QUEM: Vocês têm muitas afinidades?
L.L.: Temos bastante afinidade e coisas em comum. Gostamos do mesmo tipo de músicas, espetáculos, filmes... Até em coisas pessoais temos um gosto bem parecido.
G.L.: A gente cresceu junto. Temos muitas coisas em comum, mas temos nossas particularidades e peculiaridades. Somos muito chegados à música. Por exemplo, temos o hábito de fazer tudo cantando pela casa. Quando estamos na mesma casa, deixo ela cantar porque ela canta muito melhor do que eu (risos). Fico quieto, prefiro ouvi-la a atrapalhar. Minha namorada mora fora do Brasil e, recentemente, passamos um mês juntos. Ela veio comentar que faço tudo cantando ou assobiando, transformando tudo em música. Nunca tinha prestado atenção nisso em mim (risos). Quando ela comentou isso, logo lembrei da Laura. Não sei se puxei isso da minha mãe ou dela. Temos uma afinidade muito grande. Confiamos um no outro. Fomos e somos confidentes em diversos momentos. Muitas vezes, tivemos a cumplicidade em momentos como “não comenta com a mamãe” ou “queria saber o que você acha...”
QUEM: Qual recordação mais marcante da infância? Eram do tipo que brigavam muito quando pequenos?
G.L.: A gente brigava demais. Com 15 anos, Laura passou por uma questão de adolescente, precisou confiar em mim e confiou. Ela pediu para que eu não contasse para nossa mãe o que tinha acontecido. Tinha 11 anos, era uma criança, bobão... Até me surpreendo por não ter chantageado ela. Ficamos sem brigar durante meses e isso foi inédito. Lembro que viajamos para Bertioga [no litoral paulista] e nossa mãe até questionou porque não brigávamos mais.
L.L.: A gente brigava bastante. Nós gostávamos de nos provocar. Ao mesmo tempo que tínhamos cumplicidade e parceira, nós pegávamos no pé um do outro. O que me marcou bastante foi quando ensaiamos juntos A Noviça Rebelde. Já éramos adolescentes. Só participei dos ensaios e ele continuou com a temporada. Acho que esse foi o primeiro momento que passamos a nos relacionar de uma forma mais adulta e poder trabalhar com ele foi muito legal.