Ela levantou da cama, sonolenta, e foi até o banheiro. Ela sentia que o seu ouvido não estava bem. Então, pegou um cotonete e colocou no ouvido, para ver o que estava acontecendo, foi quando sentiu algo se mexer.
Assim que tirou o cotonete, viu que duas coisas parecidas com pernas magras e escuras estavam presas na ponta. Logo depois descobriu que eram patas. Patas que só poderiam pertencer a um inseto malquisto no seu canal auditivo.
Com isso, ela começou a hiperventilar, e o seu marido, após encontrar os seus óculos, se juntou a ela no banheiro. Ele olhou dentro do ouvido dela e percebeu que havia uma barata tentando cavar um caminho para chegar até o seu cérebro, mesmo sabendo que era tudo fruto da sua imaginação.
Naquela hora, o seu marido era a sua única salvação. Ele pegou uma pinça, viu a parte mais grossa da barata e tentou puxá-la. Infelizmente, ele só conseguiu retirar mais duas patas. Após isso, ficou claro que o único caminho seria o pronto-socorro.
Ao chegar ao pronto-socorro, após todos os trâmites até conseguir ser atendida, foi solicitado a mulher que se deitasse numa maca, com a orelha esquerda para cima. Para que o médico pudesse ver. Ao confirmar que era uma barata, ele pediu para dar um pouco de lidocaína, que é um anestésico, que causaria uma perda temporária de sensação e mataria a barata.
Assim que colocaram a lidocaína, a barata começou a se mexer, e a sensação de ter um bicho numa parte sensível do corpo foi inexplicável, segundo a mulher.
Após a morte do inseto, com uma pinça grande e curvilínea, o médico conseguiu retirar todos os pedaços dela. E a mulher, ficou com os olhos fechados, até o último pedacinho da barata ser retirado.