O trabalho de remoção dos escombros após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paiçandu, centro de São Paulo, deve durar pelo menos 15 dias. Segundo o tenente-coronel Ricardo Peixoto, do Corpo de Bombeiros paulista, até a tarde desta sexta-feira (4/5) 20% do material foi retirado.
Os bombeiros buscam vítimas do desabamento do prédio, que foi abaixo na terça-feira (1º) após pegar fogo. Nesta sexta-feira, um corpo foi localizado, mas ainda hão houve confirmação da identidade da vítima. Há a possibilidade de se tratar do morador Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, 39 anos, que era resgatado no momento do desabamento do edifício e está desaparecido.
O corpo localizado nesta sexta era tatuado (assim como Ricardo) e teve as digitais preservadas. O secretário da Segurança Pública do estado, Mágino Alves, esteve no local e disse que será feito um exame papiloscópico para identificar o corpo pelas digitais.
Desaparecidos Os bombeiros ainda buscam por Selma Almeida da Silva, de 48 anos, e seus dois filhos gêmeos (Welder e Wender, de 9 anos), que estariam no 8° andar do prédio. Também entraram na lista oficial de desaparecidos mais duas pessoas: Eva Barbosa Silveira, de 42 anos, e Valmir Souza Santos, de 47. No total, 49 pessoas não foram encontradas.
Na manhã desta sexta, uma lona azul foi instalada nos fundos do edifício, próximo ao prédio Caracu, para a proteção das equipes de resgate. “Colocamos para evitar escorregamentos e que escombros caiam sobre os bombeiros”, afirmou o comandante Max Mena.