Fonte: 2018 - Brasilkk.com
Uma das piores dores é a perda de um amigo de verdade!
Recentemente, minha esposa e eu atravessamos uma das experiências mais cruel de nossas vidas – a eutanásia de nosso cão amado, Murphy. Lembro-me de fazer contato visual com Murphy momentos antes dela ter seu último suspiro – ela lançou-me um olhar que era uma mistura cativante de confusão e a garantia de que todos estava bem porque minha esposa e eu estávamos ao seu lado.
As pessoas que nunca tiveram um cão, provavelmente vão dizer que nossa reação é exagerada, que não precisamos sofrer tanto por um “simples cão”. Entretanto, aqueles que amaram um cão sabem a verdade: Seu próprio animal de estimação nunca é “apenas um cão.”
Eu já tive muitos amigos que sofreram mais com a perda de seu cão do que quando perderem amigos ou parentes.
E isso pode ser explicado porque uma pesquisa recente confirmou que, para a maioria das pessoas, a perda de um cão é, em quase todos os sentidos, comparável à perda de um ser humano amado. Talvez porque o nosso vínculo com os cães seja intenso e nada parecido com os vínculos sociais entre humanos.
UM VÍNCULO COMO NENHUM OUTRO
O que há com os cães, exatamente, que tornam os seres humanos tão próximos a eles?
Para começar, os cães tiveram de se adaptar a viver com humanos nos últimos 10.000 anos. E eles fizeram isso muito bem: Eles são o único animal que evoluiu especificamente para ser nossos companheiros e amigos. Antropólogos desenvolveram a “Hipótese de Domesticação” para explicar como os cães se transformaram de lobo cinzento (selvagem e não domesticado) a animais socialmente qualificados, com os quais interagimos da mesma forma que interagimos com outras pessoas.
Talvez uma das razões pelas quais nossos relacionamentos com cães é mais satisfatório do que nossos relacionamentos com humanos é que os cães interagem de modo incondicional e sem qualquer interesse. E isso não é um acidente, os cães foram criados seletivamente através de gerações para prestar atenção às pessoas.
Alguns testes e exames de ressonância magnética mostram que os cérebros dos cães respondem positivamente aos elogios de seus donos tão fortemente como reagem aos estímulos com comida. Os cães, também, reconhecem as pessoas e podem aprender a interpretar nossos estados emocionais, eles podem entender as intenções humanas, tentar ajudar seus proprietários, além de reconhecer as pessoas que não gostam de animais.
COMO UM MEMBRO DA FAMÍLIA
A perda de um cão é tão dolorosa porque os donos não estão apenas perdendo o animal de estimação. Pode significar a perda de uma fonte de amor incondicional, ou até mesmo a perda de um amigo que proporciona segurança e conforto.
Além disso, uma perda como esta pode atrapalhar seriamente a rotina diária do dono, mais profundamente do que a perda da maioria dos amigos e parentes. Isso porque, para os proprietários, as programações diárias (e até mesmo os planejamentos de férias) giram, muitas vezes, em torno das necessidades de seus animais de estimação. Mudanças no estilo de vida e rotina são algumas das principais fontes de estresse.
Mas nem tudo é sofrimento, já estudos comprovam, também, que proprietários de cães levam uma vida mais feliz e com mais bem-estar do que pessoas que possuem outros animais de estimação.
No fim das contas, a única coisa que nos resta é aproveitar cada dia, hora, minuto que puder ao lado do seu melhor amigo, e garantir que a sua vida (embora curta) seja a mais feliz possível. Com toda certeza isso vai compensar e ajudar a superar sua perda.
E se você não tem nenhum cãozinho em casa, não se preocupe, nunca é tarde para encher sua vida de alegria e muito amor!