O Campeonato Brasileiro que começa neste sábado certamente será diferente daquele que retornará no dia 16 de julho, após mais de um mês de paralisação. Em ano de Copa do Mundo, o principal torneio nacional ganha uma espécie de intertemporada capaz de reequilibrar as forças em meio à disputa.
Serão 12 rodadas até 13 de junho, data da última jornada antes de os clubes ganharem a folga forçada por conta do Mundial na Rússia, que terá início no dia seguinte. Passado o torneio da Fifa, os brasileiros voltarão à “guerra” em 16 de julho. Ou seja, 32 dias de abstinência.
Das três edições de pontos corridos no atual formato disputadas em anos de Copa, apenas uma vez quem liderava a tabela antes da pausa acabou confirmando o título nacional posteriormente: em 2014, o Cruzeiro chegou ao período de interrupção da competição três pontos à frente do vice-líder Fluminense (19 a 16). Bateu campeão com 80, dez a mais do que o São Paulo, que terminou em segundo.
Em 2010, o Brasileiro foi paralisado na sétima rodada, quando o líder era o Corinthians. O clube paulista somava 17 pontos, dois a mais do que o Fluminense, que arrancaria depois para o título; os paulistas amargariam a terceira colocação.
Já em 2006, a pausa aconteceu após dez jogos, e quem despontava era o Cruzeiro, que perdeu muito fôlego (fechou sua participação em décimo) e viu o São Paulo ficar com a taça.
Briga no G-6
Neste ano, a fórmula se repete: todos contra todos, em turno e returno. Quem pontuar mais após 38 rodadas será o campeão, condição que o Corinthians buscará manter depois do troféu erguido em 2017.
Além do campeão, os três colocados subsequentes garantirão vaga na fase de grupos da Libertadores de 2019. Já o quinto e o sexto vão para a etapa prévia da competição continental.
Se os ganhadores de Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana estiverem também dentro desse G-6, as vagas serão repassadas aos melhores colocados seguintes. No ano passado, por exemplo, o G-6 acabou virando G-8, dadas as conquistas de Cruzeiro (Copa do Brasil) e Grêmio (Libertadores), e só não terminou como G-9 porque o Flamengo perdeu a final da Copa Sul-Americana.