O governo do Estado do Rio informou que o empréstimo de R$ 2 bilhões do banco francês BNP Paribas foi liberado, após a derrubada da liminar que impedia a venda da Cedae, já que a empresa de saneamento era a garantia do empréstimo; o governo afirma que "concentra todos os esforços" para pagar os salários atrasados dos servidores - a previsão é de que sejam depositados o 13º salário de 2016 e os salários de outubro de 2017, que estavam pendentes
Rio 247 - Em nota divulgada nesta quarta-feira (20), o governo do Estado do Rio informou que o empréstimo de R$ 2 bilhões do banco francês BNP Paribas foi liberado, após a derrubada da liminar que impedia a venda da Cedae. A venda da empresa de saneamento era a garantia do empréstimo. O governo afirma que "concentra todos os esforços" para pagar os salários atrasados dos servidores até o fim do dia. A previsão é de que sejam depositados o 13º salário de 2016 e os salários de outubro de 2017, que estavam pendentes.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entrou com uma liminar impedindo o uso da venda da Cedae como garantia de empréstimo para o pagamento dos salários atrasados. "Para que fique bem claro, os réus estão proibidos de praticar quaisquer atos de privatização ou que comprometam o patrimônio da Cedae sem antes ofertar a seus funcionários, em igualdade de condições, a assunção da empresa", escreveu a juíza Maria Gabriela Nuti, que estipulou multa diária equivalente a R$ 500 mil em caso de descumprimento.
A decisão do TRT atende a um pedido do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região, que representa os trabalhadores da Cedae.
Lideranças do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Muspe) realizaram hoje (20) um protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. Havia uma reunião marcada com o governador Luiz Fernando Pezão para tratar dos salários do funcionalismo, mas o encontro foi desmarcado pelo governador.