Um ex-funcionário da Vale do Rio Doce em Brumadinho, que não quis se identificar, contou à Veja Online que o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão não tem o tamanho da tragédia em Mariana, mas pode ter sido letal nos primeiros instantes do vazamento de rejeitos. Na avaliação dele, toda a empresa, em funcionamento, foi completamente coberta em instantes. Ele disse que nunca houve preocupação da empresa com um rompimento do tipo e que dificilmente alguém sobreviveria ao soterramento.
A mina tem 613 empregados diretos, 28 terceirizados que se alternam em três turnos. Um cálculo arredondado pode levar a média de ao menos 200 funcionários da mineradora cobertos pelo mar de lama, mais sólido e letal portanto, que a mistura que cobriu Mariana há 3 anos.
Ainda segundo o ex-funcionário, a Vale está montando às pressas uma grande estrutura de socorristas, aproveitando, inclusive, a Fundação Renova, criada criada para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana em 2015. Alimentos estão sendo distribuídos e as pousadas da região da Mina foram fechadas.