Representantes de religiões e movimentos sociais homenageiam Marielle em ato no Recife

Vinicius Alves

Representantes de movimentos sociais e de, ao menos, 12 segmentos religiosos se reuniram no Centro do Recife, na tarde desta terça (20), para cobrar respostas sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), de 37 anos, ocorrido na noite de quarta (14) no Rio de Janeiro. Com faixas, palavras de ordem e discursos políticos, os manifestantes se reuniram na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio.

No local, os manifestantes realizaram um ato pacífico em homenagem à parlamentar carioca e ao motorista do veículo onde ela estava, Anderson Pedro Gomes, que também foi morto a tiros no crime. A concentração começou às 16h e reuniu cerca de 250 pessoas, s a organização do ato. A Polícia Militar de Pernambuco não divulga estimativa de público em protestos.

Uma das organizadoras da manifestação, a estudante Maria Santiago ressaltou a importância de unir representantes de diferentes religiões pedindo o fim da violência contra minorias. “Neste sétimo dia da morte de Marielle, queremos unir as pessoas, independente de religião, cor ou classe social. Este é um momento para se unir, e não separar, mais do que já estamos. E a religião tem a união papel primordial”, ressaltou.

Representando a doutrina espírita na ocasião, Rosilene dos Santos atribuiu à instabilidade política o aumento nos índices de violência no Brasil, especialmente contra pessoas negras e pobres.

“Tenho uma linha religiosa, mas tenho uma consciência política também. Temos visto a Constituição ser rasgada em nossa frente, diante de tanta violência que vemos o nosso país passar. Como defensora dos Direitos Humanos, Marielle conseguiu chegar à Câmara do Rio com a quinta maior votação da cidade. Denunciou toda a violência realizada pela polícia e pelo estado. A violência é consequência da corrupção e do preconceito”, disse.

A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informou que não acompanhou o ato, já que os manifestantes permaneceram reunidos na praça, sem bloquear vias.

O ato, segundo os organizadores, contou com a presença de participantes da Ocupação Marielle, que tomou conta do prédio de número 91 da Praça da Independência nesta terça (20). Na mobilização, foi lançada uma campanha de arrecadação de donativos para os ocupantes do edifício. O local foi ocupado pelo Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) em uma ação de luta pelo direito à moradia das mulheres do estado.

Caminhada

Na quinta (15), dia seguinte às mortes de Marielle e Anderson, a capital pernambucana recebeu um ato em homenagem à vereadora e ao motorista. Com faixas e cartazes, os manifestantes se reuniram em frente à Câmara Municipal do Recife, na Boa Vista, no Centro da cidade, e seguiram em caminhada até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.

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