O assessor do papa Francisco, Juan Grabois, foi barrado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, quando tentava um encontro com o ex-presidente Lula na cadeia, nesta segunda-feira 11. O assessor alegava que trazia uma mensagem do pontífice ao condenado, mas foi impedido de ter acesso ao detento pela PF, que lembrou que assessor não é líder religioso. Em outras palavras, se o papa Francisco quer mandar algum recado para Lula, que venha pessoalmente.
O assessor do papa Francisco para Assuntos de Justiça e Paz, Juan Grabois se queixou do argumento usado pelas autoridades causou estranhamento para Grabois: o fato de que ele não seria um
líder religioso.
“Vim com muita esperança trazer uma mensagem ao ex-presidente Lula e, lamentavelmente, de maneira, para mim, um tanto inexplicável, os funcionários da Superintendência, aparentemente por uma ordem de cima, decidiram suspender os direitos de Lula e os meus de ter um encontro com o ex-presidente, porque não se poderia caracterizar um encontro religioso”, relatou o assessor a jornalistas em Curitiba Grabois entregou o rosário na PF e deixou uma mensagem por escrito e disse que espera uma resposta de Lula até amanhã.
“Estou muito preocupado com a situação, considerando que estamos diante de um claro caso de perseguição política, onde há uma deterioração da democracia no Brasil. Esta inexplicável negativa a permitir uma visita que estava programada de antemão é parte também de um processo de degradação das instituições não somente no Brasil, mas nos países da América Latina”, afirmou o enviado pelo papa, amigo de socialistas, num discurso alinhado com o dos demais defensores do condenado.