Um trio é investigado pela Polícia Civil de São Paulo acusado de vender atestados médicos falsos para Covid-19 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O documento, comprovando que o passageiro não está infectado com o novo coronavírus, é obrigatório para alguns destinos internacionais.
Os três prometiam aos passageiros um resultado em 20 minutos. O caso foi registrado como tentativa de estelionato e infração de medida sanitária.
De acordo com informações da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), a ação do grupo foi percebida na noite de sábado (19) por um supervisor de segurança, que observou nas câmeras três pessoas com aventais brancos, toucas e máscaras conversando com passageiros no Terminal 3 - Internacional.
O trio abordava passageiros com direção à Europa que passavam pelo local e questionava se os mesmos precisavam de testes do coronavírus para o embarque. Para a realização dos testes, os três levavam os passageiros para o estacionamento do aeroporto.
Na abordagem policial, foram identificados uma técnica de enfermagem, de 38 anos, e uma micro-empresária, de 43. Um gerente comercial, também de 43 anos, se apresentou à 3ª Deatur (Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista), no próprio aeroporto, horas mais tarde.
A polícia identificou, ao menos, uma vítima, de 42 anos. Ela relatou que o valor cobrado foi de R$ 350 e o resultado sairia dentro de aproximadamente 20 minutos. Além disso, foram apreeendidos com os suspeitos 17 cotonetes, 19 testes, 32 frascos contendo um líquido e um termo de consentimento para a coleta do exame.
Os três investigados serão ouvidos novamente pela Polícia Civil, segundo a SSP.